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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Manu Codjia Trio "Covers"

Depois de dois álbuns, um em trio (2007) outro em quinteto (2009), com entre outros Daniel Humair e François Moutin, gravados sob o selo BEE JAZZ e destacados pela imprensa especializada, Manu Codjia continua a marcar presença na cena jazz com este “COVERS”, disco que é literalmente aquilo que significa o título. Canções pop como “Beat It” de Michael Jackson, rock como “Hallelujah” de Leonard Cohen, reggae como “Natual Mystic” de Bob Marley fazem parte do alinhamento. Este digno herdeiro de Bill Frisell ou Jimi Hendrix enfeitice todos aqueles que o solicitam, sejam eles Daniel Humair, Henri Texier ou Erik Truffaz.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Gabriel Zufferey "Hear & Know"

Pianista vencedor de prémios como os da SACEM do concurso internacional MARTIAL SOLAL em Paris ou do concurso do Festival de MONTREUX, nada que nenhum outro músico tenha feito, apenas tinha 14 anos quando conseguiu esta proeza. Depois de editar em 2005 "Après L'Orage" e ter sido classificado nos 100 melhores músicos jazz de 2005 pela Jazzman, GABRIEL partiu para Nova Iorque à procura de novas inspirações e foi aí que compôs essencialmente este novo projecto em quinteto. Mais uma obra pungente que confirma um talento que, com certeza se tornará no futuro um clássico.

Jerome Sabbagh & Ben Monder & Daniel Humair "I Will Follow You"

JÉROME SABBAGH no saxofone, DANIEL HUMAIR na bateria e BEN MONDER na guitarra eléctrica; um trio que apresenta uma obra complexa mas subtil , atmosférica mas densa, aparentemente singela mas elaborada. Onirismo e poesia levam-nos numa viagem que poderia ser nocturna, numa recta apaziguante mas exigindo concentração onde o rádio emitiria um jazz que poderia ser assinado por BRIAN ENO ou ainda ANGELO BADALAMENTI.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Orchestre National de Jazz & John Hollenbeck

Novo projecto da ONJ (Orchestre National de Jazz de DANIEL YVINEC "Around Robert Wyatt" - 2009) criado entre Nova Iorque, Paris e Berlim, "SHUT UP AND DANCE" interessa-se pela relação entre a música e o movimento. Encontros entre musica repetitiva, pigmeu, sabia, electrónica, transe gnawa e Duke Eliington formam a trama desta escrita melódica poderosa. As composições de JOHN HOLLENBECK são delineadas em dez "mini concertos" dedicados a cada um dos músicos da orquestra e à sua linguagem, e gravitam sempre a volta da ideia de movimento.

Jean-Marie Machado & Dave Liebman "Eternal Moments"

Jean-Marie Machado (Piano) e Dave Liebman (Saxofone) oferecem este "Eternal Moments", como sendo literalmente uma meta para a realização deste álbum. Estes momentos que todos atravessamos e que se tornam eternos através do prisma da intensidade, da beleza, do mistério, da saudade... 5 temas originais para JM Machado, 2 para Dave Liebman e 2 versões: T.Monk "Ugly Beauty" e um fado "Só à noitinha" compõem este disco.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Guillaume de Chassy "Pictoral Music

"Pictoral Music" encontra a sua génese na colaboração de G. de Chassy com o jovem realizador e plasticista ANTOINE CARLIER, artista extremamente solicitado na área da cultura (Publicidade, música: STEVE COLEMAN, ROKIA TRAORE, VANESSA PARADIS). Um universo de evocação onírico, deliberadamente surrealista. Um álbum, portanto, que reflecte uma certa influencia cinematográfica e onde a fronteira entre composição e improvisação permanece propositadamente desfocada. Reminiscência de obras como "L'Arietta Opus 111" de BEETHOVEN, a dramaturgia de PROKOFIEV (filmes de EISENSTEIN), o universo de KEITH JARRETT, um tema de CLINT EASTWOOD ("Gran Torino"), tudo foi suporte para a criação desta peça etérea mas densa.

André Minvielle "Follow Jon Hendricks... If You Can!"

"André Minvielle homenageia aqui o monumento de um estilo JON HENDRICKS, mestre na vertente do jazz 'Vocalese' que consista a por palavras em sílabas musicais. Referencia incontornável para BOBBY MC FERRIN ou AL JARREAU, cantou com ART TATUM, THELONIOUS MONK ou ainda CHARLIE PARKER. Convidados como MICHELE HENDRICKS ou DAVID LINX participam neste florilégio musical,: desde jazz manouche, o espírito acordeão de RICHARD GALLIANO, chanson française, tarantela italiana, bossa até cantos pigmeus. Esta diversidade atípica, ancorado nas origens do baile popular e na experimentação marca uma etapa importante no jazz contemporâneo transfronteiriço.

Stéphane Spira & Giovanni Mirabassi "Spira Bassi"

Este Dueto do saxofonista STÉPHANE SPIRA e do pianista GIOVANNI MIRABASSI, contempla uns arranjos sensíveis de Standards como "Twilight Song" de KENNY BARON, "Pra dizer Adeus" de EDU LOBO ou ainda "Dear Lord" de JOHN COLTRANE. Um interpretação comovente orquestrada em forma de tributo ao recente desaparecimento do pai de SPIRA. Um dialogo equilibrado entre o piano e o saxofone (alternado tenor / soprano) que preencha o espaço sonoro densamente.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Guillaume de Chassy "Faraway So Close"

Um primeiro álbum em trio do pianista Guillaume De Chassy. Com Stéphane Kérécki no contrabaixo (DANIEL HUMAIR) e Fabrice Moreau na bateria (MICHEL PORTAL, TONY MALABY), este projecto quer-se voluntariamente minimalista, no entanto o espaço sonoro é preenchido e é envolvente. Dez temas onde versões de CHARLES TRÈNET, PINK FLOYD ("Wish you were here"), CARLA BLEY, GABRIEL FAURÈ conjugam-se com as composições do trio, as quais na mais pura tradição do jazz (OSCAR PETERSON, BILL EVANS).

Christophe Wallemme "Start 'So Many Ways...' "

Depois de três álbuns editados pela BLUE NOTE com o seu colectivo PRYSM, Christophe Wallemme escolhe a BEE JAZZ para editar "Namaste" em 2006, projecto intimamente ligado a sua longa estadia na INDIA. Para este novo projecto "Start...", o músico rodeia-se da creme da nova cena jazzistica: o baterista DRÈ PALLEMAERTS (Baptiste Trotignon, Stéphane Belmondo), o pianista JOZEF DUMOULIN (Steve Coleman) e nalguns temas dos virtuosos e vanguardistas MANU CODJIA (Henri Teixier, Erik Truffaz) na guitarra e JULIEN LOURAU no Saxofone. Com este novo disco, Christophe wallemme demonstra que a nova geração de músicos integrou perfeitamente que a essência do Jazz não é só perpetuar a tradição mas sim de a fazer progredir.

Guillaume de Chassy "Piano Solo"

Guillaume de Chassy, ex engenheiro químico, percorreu o mundo antes de dedicar-se a sua paixão: a escrita e a improvisação na música. Criado a ouvir SCHUBERT, LOUIS ARMSTRONG e PINK FLOYD, as suas referencias musicais vão de PAUL BLEY a COLE PORTER passando por CHARLES TRÉNÊT. Tocou com DAVID LINX, SARA LAZARUS, o indiano RAVI PRASAD, a bailarina de flamenco ANA YERNO e obviamente com DANIEL YVINEC para vários projectos editado na BEE JAZZ ("Wonderful World" ou "The Songs from the last century". Este Piano Solo entrelaça PROKOFIEV, MONK, música litúrgica e musical de Hollywood. Constitui um manifesto identitário de um musico que escapa as classificações à semelhança de um BILL EVANS.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Issam Krimi "Barbara Piano Solo"

Depois do sucesso de "POST JAZZ", editado em 2008, o jovem pianista ISSAM KRIMI assina hoje um trabalho mais intimista mas também mais contemporâneo. Este PIANO SOLO, que oscila entre pop, jazz e clássica, foi produzido como um álbum de RADIOHEAD ou APHEX TWIN, realizado como um filme de STANLEY KUBRICK ou DAVID LYNCH. ISSAM KRIMI utiliza toda a palete técnica e harmónica disponível do piano mas com o desejo apurado de evitar excentricidades exacerbadas e minimalismos relutantes. O songbook de Barbara é a matéria prima que inspirou o pianista. As palavras foram interpretadas pelas teclas do piano e nasceu um poema musical inédito com uma produção requintada.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Nelson Veras "Solo Session Vol.1"

Nelson deixa o seu Brasil natal aos 14 anos para os clubes de jazz de Paris. Esta mesma cena fica boquiaberta com o virtuosismo do jovem guitarrista. Começa então uma rápida ascensão para a notoriedade e solicitações de prestígios: MICHEL PETRUCCIANI, GARY PEACOCK, LEE KONITZ, STEFANO DI BATTISTA, ALDO ROMANO. Com 16 anos toca ao lado de HERBIE HANCOCK no festival de MARCIAC e uns anos mais tarde confessa a PAT METHENY, que não liga muito a guitarristas mas, sim, à personalidade dos músicos. Muitos já comparam a sua abordagem à de KEITH JARRETT na arte da improvisação. Clássicos do Jazz (COLTRANE, BAKER) e standards brasileiros (BUARQUE, JOBIM, NASCIMENTO) são aqui apresentados de maneira absolutamente singular. Poucos álbuns de guitarra solo foram editados no passado, será que este veio para fazer historia.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Manu Codjia "Manu Codjia"

Grande instrumentista, arranjador e guitarrista cobiçado (ERIK TRUFFAZ, HENRI TEXIER...) , Manu Codjia apresenta finalmente o seu primeiro projecto enquanto leader. Para a produção deste álbum, Codjia rodeou-se de DANIEL HUMAIR (baterista) & FRANÇOIS MOUTIN (contrabaixista), uma secção rítmica de sonho. Melhor guitarrista em 2007 nos "DJANGOS D'OR" e vencedor em 2008 do premio "LES VICTOIRES DU JAZZ", pode afirmar-se que este álbum foi muito aguardado. Codjia oferece um disco pungente de jazz contemporâneo melódico, envolvente e ritmicamente impressionante.

Guillaume de Chassy & Daniel Yvinec "Wonderful World"

PREÇO ESPECIAL - "WONDERFUL WORLD" + CATALOGO BEE JAZZ - Previamente, Yvinec & De Chassy ("Around Robert Wyatt" & "Songs from the last Century") editaram "Chansons sous les bombes", projecto de rearranjo do repertório francês dos anos 30-50 (Piaf, Trenet, Gabin, etc..). O sucesso é imediato. Um segundo projecto, "Wonderful world", é então imaginado: Na Broadway, literalmente micro na mão, gravam os peões à procura de memorias musicais dos anos 30-50. Na multidão, notoriedades como ANDY BEY, DAVID LINX, mas também, completos desconhecidos, como Milt (86 anos), entoam os grande clássicos com uma comovente genuidade.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Karen Lano "My Name is Hope Webster"

Franco-germano-hungara, o percurso e as aspirações musicais de Karen são tão diversificados quanto as suas origens. O Jazz, os musicais e o Hard Rock são parte do mesmo património. É com uma versão jazz de "Highway to hell" no "WHEN JAZZ MEETS POP #3" que Karen é descoberta em 2007. Encontra-se então por acaso com DANIEL YVINEC ("Around Robert Wyatt") numa jam session e o projecto nasce naturalmente. É gravado em Nova Iorque em 15 dias. 4 versões de TOM WAITS, NEIL YOUNG, GENE KELLY e JUDY GARLAND e 5 originais entre Jazz-pop e folk são apresentados com arranjos para wurlitzer e toy piano magníficos. BEE JAZZ.

Jérome Sabbagh Trio "ONe Two Three"

Músico tipicamente Nova Iorquino, JÉROME SABBAGH concebeu um álbum de versões numa formação trio. Conceito difícil de por em pratica dada a exigência da formação. Aqui, o saxofonista não pode descansar porque não há piano nem guitarra. A improvisação ganha então toda a sua amplitude e magnificência. Curiosamente, ou será mais pelo desafio, o repertório é quase exclusivamente de pianistas: BILL EVANS & THELONIOUS MONK ou ainda BUD POWELL. Gravados na mesma sala de estúdio, os três músicos restituem a magia dos ambientes live dos clubes da BIG APPLE. Um disco BEE JAZZ.

Daniel Humair & Manu Codjia "Baby Boom II"

Acompanhado pelos mesmos 4 músicos que para o primeiro "BAY BOOM" de 2003 e nomeadamente pelo grande guitarrista MANU CODJA, DANIEL HUMAIR, considerado um dos maior baterista e improvisador europeu, reitera com este segundo volume. De notar, uma excelente versão de DUKE ELLINGTON e dois temas de JOACHIM KÜHN. Um disco para um público mais exigente na área do Jazz, que recebeu uma serie de prémios e distinções. Melhor álbum do ano em 2008 para PEDRO COSTA (Clean Feed - Trem Azul). Disco BEE JAZZ.

Daniel Humair & Joachim Kühn "Full Contact"

Este trio: JOACHIM KÜHN (piano), TONY MALABY (saxofone) e DANIEL HUMAIR aqui exclusivamente na percussão desenvolveram uma textura única, talvez também pelo carácter insólito da formação. A improvisação é a norma e o facto de ter dois instrumentos, geralmente, donos da melodia - o piano e o saxofone - permite variações inesperadas. Um disco mais uma vez premiado que vem reforçar a exigência e a qualidade do selo BEE JAZZ.