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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Manu Codjia Trio "Covers"

Depois de dois álbuns, um em trio (2007) outro em quinteto (2009), com entre outros Daniel Humair e François Moutin, gravados sob o selo BEE JAZZ e destacados pela imprensa especializada, Manu Codjia continua a marcar presença na cena jazz com este “COVERS”, disco que é literalmente aquilo que significa o título. Canções pop como “Beat It” de Michael Jackson, rock como “Hallelujah” de Leonard Cohen, reggae como “Natual Mystic” de Bob Marley fazem parte do alinhamento. Este digno herdeiro de Bill Frisell ou Jimi Hendrix enfeitice todos aqueles que o solicitam, sejam eles Daniel Humair, Henri Texier ou Erik Truffaz.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

The Master Musicians Of Jajouka Led By Bachir Attar "The Source"

Revelados nos anos 60 por BRIAN JONES, então guitarrista dos ROLLING STONES, no álbum "Brian Jones presents: The Pan Pipes of JAJOUKA", produzido por TALVIN SINGH ou MARC HURTADO, este colectivo marroquino inspirou toda a BEAT GENERATION: músicos, escritores, pintores, adeptos de substancias ilícitas, todos foram a Marrocos para ouvir as batidas repetitivas e as flautas embriagantes da transe JAJOUKA e até grava-los: ORNETTE COLEMAN, PETER GABRIEL ou MICK JAGGER para o álbum "Steel Wheels" de 1989 dos Rolling Stones.

Martha High With Shaolin Temple Defenders "W.O.M.A.N."

Martha High é a artista que abriu o maior numero de concerto de JAMES BROWN. Corista deste último durante 25 anos, costumava assegurar as primeiras parte. Tal como LYN COLLINS ou MARVA WHITNEY, outras icónicas cantoras a actuar para o o Godfather, MARTHA é a incarnação viva do melhor da cena Soul / Funk. Está aqui acompanhada pelos SHAOLIN TEMPLE DEFENDERS, que dispensam um raw funk arrebatador: baixo funky, secção de metais brutal. Um álbum pungente que reivindica uma certa condição feminina como o título o deixava prever.

Marc Hurtado & Alan Vega "Sniper"

ALAN VEGA é uma lenda viva, ícone de toda uma geração rock e electro. SUICIDE, o dueto REV / VEGA, foi a banda pioneira da fusão entre a cena punk garage e a música electrónica. MARC HURTADO é um artista completo: músico, plasticista, realizador que é hoje agendado em museus e cinematecas do mundo inteiro. As suas bandas sonoras marcaram muitas instalações de um selo muito singular. Este "Sniper" é um manifesto pungente tanto no verbo que musicalmente. Beneficie da participação de LYDIA LUNCH

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

The Morlocks "Play Chess"

"O encontro explosivo entre uma lendária banda 'Garage Punk' e o mais famoso songbook Rock'N'Roll da historia" - David Fricke in ROLLING STONE. Trata-se essencialmente de temas de BO DIDDLEY, HOWLIN' WOLF, CHUCK BERRY, JOHN LEE HOOKER e mais algumas lendas do Blues Rock. Podemos ouvir o famoso "You Never Can Tell" imortalizado pela cena da dança entre UMA THURMAN e JOHN TRAVOLTA em PULP FICTION, ou ainda "Boom Boom" e "I'm a Man" entre outros grandes clássicos. A interpretação encaixa totalmente no rock americano eléctrico.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Michael Leonhart & The Avramina 7 "Seahorse And The Storyteller"

Mais um grande lançamento da TRUTH & SOUL (Lee Fields) que apresenta um jovem prodígio com uma notoriedade já incontestável (mais jovem artista nomeado para um grammy). Tocou e produziu para os maiores nomes YOKO ONO, MOS DEF, STEELY DAN, BRIAN ENO, JAMES BROWN, BILL WITHERS, DAVID BYRNE e TODD RUNDGREN. Este disco, complexe, apresenta uma fusão entre Funk Bollywood, Rock psicadélico, Soul e afrobeat. Participam os THE DAP KING, ANTIBALAS, TV ON THE RADIO, EL MICHELS AFFAIR.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

V/A - "My Latin Boots Are Made For Dancing"

Salsa, cumbia, son, merengue, champeta, rock, soul… Mergulha no universo das musicas latinas actuais com: NOVALIMA, CHICHA LIBRE, RODRIGO Y GABRIELA, MADERA LIMPIA, COLOMBIAFRICA, WILLIAM VIVANCO, MANU CHAO

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Mamadou Diabaté "Douga Mansa"

With the release of Douga Mansa(The King's Vulture), his third album for World Village, Mamadou Diabate further consolidates his already awe-inspiring reputation as a kora virtuoso and tradition-based musical maverick. His instrument, a 21-stringed West African harp-lute equipped with a gourd resonator, calls for an almost unimaginable degree of physical and creative dexterity. But in Diabate's hands, the kora proves capable of infiinte variation, encompassing delicately artuculated structures, swirlin eddies of glissandi, pounding, vertical rhythms and roaring cataracts of arpeggio. Every note is informed by the sure touch and blazing invention of a world-class master.

Metronomy "Nights Out"

Durant les trois premières minutes, on se demande si on n’a pas affaire à un fake. Une intro funèbre, composée de notes acoustiques et de saxophone, entame une marche militaire en direction de notre mort. Metronomy ont déjà su surprendre sur leur cover de Toxic, ils remettent ici le couvert. Mais cette fois, dans une direction totalement opposée : là où Toxic investissait les jambes et surtout les deux coins des lèvres pour les hausser au maximum, Nights Out Intro déchire le bide avec une facilité désarmante.

The End Of You Too reprend ensuite les bonnes habitudes. Depuis ses débuts en 2006, le son du trio n’a pas progressé plus que ça. Est-ce la peine quand on prend ses marques dès ses premiers compositions et remixes ? Atlantis To Interzone, Morden, The Bears Are Coming, Weekends And Bleak Days (Hot Summer), autant de tubes qui offrent un potentiel originel assez fou permettant à Metronomy d’avoir pu y ajouter leur patte à modeler tout autour.

Ce second effort joue ainsi la continuité, comme du Ratatat remixé par Simian Mobile Disco. On y retrouve des voix en désordre, des beats audacieux et un rythme sans interruption. Le chant de Joseph Mount, membre à l’origine de ce groupe, et les instruments s’apaisent parfois, rappelant quelque peu The Whip sur Back On The Motorway, voire Hot Chip sur un Heartbreaker qui fait pop, voire même Justin Timberlake sur le funky A Thing For Me.

Car il y a beau y avoir trois claviers, Metronomy c’est aussi deux guitares, une basse et un saxophone. The Rapture auraient pu ne pas être très loin, mais c’était sans oublier le talent de compositeur de Joseph Mount qui n’en est pas à ses premières armes. Alliant la complexité de Ratatat à l’immédiateté de la house, Metronomy frôlent parfois l’IDM mais tirent sévèrement dans le mille à chaque tour. Nights Out.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Magic Malik & Minino Garay & Jaime Torres "Altiplano"

Este trio constituído por referencias, cada um na sua área, propõe uma fusão insólita. Magic Malik o flautista jazz, adepto de experiencias todas elas versáteis e por vezes inesperadas, deixou-se levar até terras argentinas pelo percussionista MININO GARAY, este último convidando por sua vez o lendário cantor de "Charangos" e de "Milongas" JAIME TORRES. O resultado é uma musica geográfica, vegetal, uma viagem pela América do Sul, um projecto suspenso, onda as notas são espumas de ruídos sublimados.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Metronomy "Pip Paine Pay The 5000 You Owe"

O primeiro álbum do colectivo inglês que gerou sensação no Reino Unido mas que demorou para chegar aos ouvidos dos curiosos à nível mundial. Uma onda electro-rock, precursor dos MGMT e com filiação nos RADIOHEAD. A sabedoria acumulada ao longo dos anos - quando este "Pip payne..." é lançado no mercado, os METRONOMY já tocam há mais de 10 anos - faz com este disco seja um objecto bem pensado, maduro e inovador.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Mamadou Barry "Nyo - File Under: Africa / Cool groove"

Descendente de uma família de músicos Guineense, Mamadou Barry apresenta muito cedo dons nesta área. Em 69 torna-se leader do colectivo emblemático KALOUM STAR durante os anos Syliphone. O facto dele não cantar, não o deixará aceder ao estatuto de estrela incandescente como FELA KUTI e outros MANU DIBANGO, com os quais encontra-se e troca experiencias. M.BARRY é também fã de Jazz Clássico (PARKER; COLTRANE, COLEMAN) e isto influencia a sua música. É com 62 anos que ele lança este "NIYO" (alma, espírito) que constitui um primeiro álbum solo, replete de Afrobeat e merengues tradicionais.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

V/A - "A Man & A Machine 2"

Em pleno caos punk, vindo de Inglaterra e do EUA, uma nova corrente musical - electrónica - abraça a Europa. De 1978 a 1988 as maquinas ocupam um lugar endémico na produção musical . Esta compilação retoma em 2 CD os clássicos desta época: TALKING HEADS, SIMPLE MINDS, HUMAN LEAGUE, DAF, SUICIDE, LAURIE ANDERSON, OMD, CABARET VOLTAIRE, etc.. muitas raridades também: JEFF AND JANE HIDSON, AUTUMN, UNKNOWMIX, GRAUZONE, FRIEND OF EARTH, algumas produções japonesas LOGIC, HARUOMI HOSONO (YELLOW MAGIC ORCHESTRA) e algum "gelo" francês KAS PRODUCT, POLYPHONIC SIZE, CHARLES DE GOAL.

Malia "Echoes of a Dream"

Depois do primeiro álbum "Yellow Daffodils" (2002), Malia voltou com um repertório mais pop neste "Echoes of Dreams"(2004), antes de produzir o bem sucedido e mais jazzístico "Young Bones".

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Mister Modo feat. Jessica Fitoussi "Modonut"

Um álbum hip hop repleto de soul com uma em cada três faixas interpretada pela diva da soul inglesa JESSICA FITOUSSI que apresenta um registo de voz no patamar da ALICE RUSSEL. Esta produção da KIF MUSIC (JAZZ LIBERATORZ) vai atrás dos Samples Old School e a peritagem de Mr MODO nos pratos dão uma unidade ao projecto muito vintage.

Molecule "Climax"

Um Dub Electro que vai ao encontro do melhor de HOWIE B, HIGH TONE ou ainda MASSIVE ATTACK. Com participações de Mc's: LEROY, PROMOE, de cantores como NEMO, ZIG ZAG (reggae) e ARIELLE DOMBASLE ou ainda CHARLELIE COUTURE, icones da canção francesa.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Manu Codjia "Manu Codjia"

Grande instrumentista, arranjador e guitarrista cobiçado (ERIK TRUFFAZ, HENRI TEXIER...) , Manu Codjia apresenta finalmente o seu primeiro projecto enquanto leader. Para a produção deste álbum, Codjia rodeou-se de DANIEL HUMAIR (baterista) & FRANÇOIS MOUTIN (contrabaixista), uma secção rítmica de sonho. Melhor guitarrista em 2007 nos "DJANGOS D'OR" e vencedor em 2008 do premio "LES VICTOIRES DU JAZZ", pode afirmar-se que este álbum foi muito aguardado. Codjia oferece um disco pungente de jazz contemporâneo melódico, envolvente e ritmicamente impressionante.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Malia "Young Bones"

Originária de Malawi Malia ofereça aqui um novo álbum com um repertório mais clássico que seu anterior "YELLOW DAFFODILS", repleto de jazz tipo cabaret/Broadway, de Big band orquestral tipo NORMAN GRANZ. Este, é um projecto mais intimista que faz claras referencias as suas influencias BILLIE HOLIDAY, SARAH VAUGHAN e NINA SIMONE. Com orquestra, este disco deixa no entanto um lugar muito importante ao piano e a voz singular de Malia. Em bonus, uma somptuosa versão de "No Surprises" dos RADIOHEAD.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Meta "Epigram"

Autor, compositor, percussionista e intérprete META escreve de maneira sensível e espontânea. Qualifica a sua música de "canção world" : "canção" para o formato, "world" para a matéria sonora, a linha rítmica inspirada no universo subsaariano, e o espaço dedicado a improvisação. Aqui, o wordless é fluente, original e alternado com excelentes instrumentais interpretados por grandes solistas: D. El Malek (Saxofone), F. Moutin (Contrabaixo), P. Bethmann (Piano & Fender). Um Jazz diferente como só as fusões o conseguem.
Meta em video: "Epigram"

segunda-feira, 24 de março de 2008

Malia "Yellow Daffodils"

Esta jovem diva passou ao lado do público e dos medias durante vários anos por falta de promoção da sua editora (Major, para variar). Com participações de ERIK TRUFFAZ, covers de BILLIE HOLIDAY: o magnifico "SOLITUDE" e temas da sua autoria, Malia ofereça-nos este projecto "YELLOW DAFFODILS" que passa pelo soul à moda de RACHELLE FERRELL, um jazz de cabaret/Broadway, de Big band orquestral tipo NORMAN GRANZ. Um álbum com muitas sonoridades mas com um espírito uniforme expressado pela voz grave e 'suja' de Malia.

Malia em video: "Purple shoes"